quarta-feira, 26 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Qual o papel da Arte na sua vida?

Maioritariamente admitimos gostar de assistir uma peça de Teatro, por exemplo, recordando até as emoções que sentimos na proximidade com a história, os actores, a vivência mais extrema de cada palavra, gesto, silêncio… Mas como valorizamos esta forma de Arte?
Normalmente não nos lembramos desta hipótese, não é “moda” ir ao Teatro, preferimos o comodismo do nosso sofá ou uma sala de cinema. Não retirando o valor de um bom filme, não será importante diversificarmos as nossas opções, valorizando assim os esforços, por vezes tão intensos, de todos os intervenientes de uma peça?
Ou, quiçá um Concerto, fruto de longas horas de preparação física e emocional dos músicos, onde a música é puramente vivida com o nosso coração, onde cada batida faz o sangue mover, onde a mente se entrega em sintonia perfeita…
Normalmente não nos lembramos desta hipótese, não é “moda” ir ao Teatro, preferimos o comodismo do nosso sofá ou uma sala de cinema. Não retirando o valor de um bom filme, não será importante diversificarmos as nossas opções, valorizando assim os esforços, por vezes tão intensos, de todos os intervenientes de uma peça?
Ou, quiçá um Concerto, fruto de longas horas de preparação física e emocional dos músicos, onde a música é puramente vivida com o nosso coração, onde cada batida faz o sangue mover, onde a mente se entrega em sintonia perfeita…
A lista poderia não ter fim… Uma exposição de Pintura, Escultura… E tantas formas de arte que lutam para não morrer e outras que tentam agora nascer!
Deparamo-nos, por vezes, com divulgações mais escassas, locais mais degradados pelos apoios quase inexistentes… Mas em vez de nos afastar, devemos nos motivar ainda mais, persistir… Como forma de apoio e solidariedade na luta de todos os intervenientes. Sejamos activos que o universo será activo de volta… Não tenhamos medo de sair, conviver, (re)aproximarmo-nos das pessoas porque é desta troca de energia de proximidade que vem a “salvação”… Libertemo-nos da escravidão em que vivemos, ligados ao mundo por quatro paredes fechadas e sinais inviseis de conexão… Tudo na medida certa, equilibrado!
Deixemos abrir as janelas do nosso horizonte porque o pequeno às vezes é mais doloroso do que o longínquo e tentemos “buscar na linha fria do horizonte” o bem-estar e a força necessária para lidar com o dia-a-dia. Porque valorizar a Arte feita por outros é valorizarmo-nos a nós, valorizar uma cultura, um país… Valorizar a própria vida!
Deparamo-nos, por vezes, com divulgações mais escassas, locais mais degradados pelos apoios quase inexistentes… Mas em vez de nos afastar, devemos nos motivar ainda mais, persistir… Como forma de apoio e solidariedade na luta de todos os intervenientes. Sejamos activos que o universo será activo de volta… Não tenhamos medo de sair, conviver, (re)aproximarmo-nos das pessoas porque é desta troca de energia de proximidade que vem a “salvação”… Libertemo-nos da escravidão em que vivemos, ligados ao mundo por quatro paredes fechadas e sinais inviseis de conexão… Tudo na medida certa, equilibrado!
Deixemos abrir as janelas do nosso horizonte porque o pequeno às vezes é mais doloroso do que o longínquo e tentemos “buscar na linha fria do horizonte” o bem-estar e a força necessária para lidar com o dia-a-dia. Porque valorizar a Arte feita por outros é valorizarmo-nos a nós, valorizar uma cultura, um país… Valorizar a própria vida!
Para começar já, seguem algumas sugestões. Desfrute!
- Casa da Música: Clique aqui
- Fundação de Serralves: Clique aqui
- Teatro Campo Alegre: Cique aqui
- Coliseu do Porto: Clique aqui
- TNSJ: Clique aqui
- Teatro do Bolhão: Clique aqui
- Casa das Artes: Clique aqui
e muito mais...
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Acid Jazz- So Flute
No tudo que é nada e no nada que é tudo o som ganha forma, ganha vida... o sangue circula de forma diferente... Os pensamentos diminuem... Tudo perde importância... Pequenas coisas ganham mais vida e forma... Encontro sempre nos sons a identificação de mim própria enquanto essência... Cada som no seu momento... E como o "presente" é um belo "presente" a desembrulhar hoje desembrulho este... Porque a partir deste vem um sem fim de sons cruciais... Só fechar os olhos... Sentir... Viajar... E todo o imperfeito vira perfeito...
domingo, 9 de maio de 2010
Desabafo...

Lutar…
Palavra de ordem que acompanha o persistir
E deve seguir diariamente
Para levantar cada vez que se cair…
Difícil… Mas só resta acreditar
Que os frutos vão acabar por surgir
Quando menos esperar…
Tempo de energia transmitir
Para os amigos que estão a precisar…
Mas agora tenho também que criar
Energia para me ajudar
A não afundar…
Não aceito essa hipótese
Não quando tão perto estou de me encontrar
Do meu pleno conhecimento…
De mim própria…
Aprende a respirar…
Deixa a calma entrar…
E deixa acontecer
Tudo o que precisar acontecer…
Porque acredito e continuarei a acreditar
Que eu sou dona de mim e da minha vida
Mas existe energia no ar
A quem tudo é possível transformar…
Como capacidade de unir
Seres improváveis de se (re) encontrar…
Mais leve me encontro
Porque nas palavras tão simples que estão a sair
Vai um pouco da ansiedade
Que me estava a consumir…
Que quis mandar embora
Para recuperar a minha liberdade…
Liberdade de escutar…
Este silêncio que aprendo a respeitar
Dia a dia… onde posso encontrar
A confiança, a força, a motivação
A esperança, a lucidez… a razão!
Enquanto se vai delineando
O esboço da história da minha vida
Que espero contar
…
Onde espero concretizar
Os meus sonhos…
domingo, 25 de abril de 2010
Ary dos Santos
Poeta Castrado, Não!
Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
--- é tão vulgar que nos cansa ---
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
--- a morte é branda e letal ---
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
--- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
--- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
José Carlos Ary dos Santos
Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
--- é tão vulgar que nos cansa ---
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
--- a morte é branda e letal ---
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
--- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
--- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
José Carlos Ary dos Santos
sábado, 24 de abril de 2010
Uma estrela com asas para voar!

Cantam pássaros, melodiosamente,
No interior da minha cabeça…
São ecos das batidas do coração
Que bate, bate intensamente…
Entrega total á emoção,
Que tanto nos pode destruir,
Como levar a perceber a razão de viver…
Vale a pena a experiência de crescer
De sofrer, desesperar… para aprender
A valorizar pormenores, pessoas
Que brilham deslumbrantemente
Mesmo nas quatro paredes de um espaço isolado
No silêncio das aprendizagens, concentradas,
Como meio para uma execução perfeitamente
… Perfeita…
Rumo a picos de glórias merecidas…
Eu confio na força, na luta, no talento
Que tanto orgulho tenho em conhecer
E me preenche um vazio eternamente sentido
Numa única sensação de cumplicidade,
Mesmo na saudade da ausência de ver
Mas num eterno sentimento de ter…
Deixo a minha energia acompanhar
Para fortalecer a concentração
E mimar em cada momento de dificuldade
Reforçando sempre a saudável energia do coração!
Respira, sente, foca, concentra, deixa interiorizar…
O talento… Tudo o que é preciso adquirir
Porque as questões paralelas não conseguem impedir
Uma estrela única, perfeita e cintilante, de brilhar…
E toda a resposta que faltar
O tempo encarregar-se-á de mostrar…
Com a calma e toda a tranquilidade
Que a tua existência sabe dar…
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